Fast fashion VS Slow fashion: a era cinzenta.

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Um dia destes é possível que ataquem quem ande por aí vestido com um modelito integral da Zara. Quem diz “Zara”, diz outra qualquer marca de fast fashion, sendo esta, provavelmente, a rainha delas todas. Nada nos garante que daqui a 10 ou 20 anos isto não possa ser cenário de um “crime”.

Há um sentimento no ar de preocupação crescente com as matérias-primas, a sua origem, o desperdício, o exagero, o consumismo e a falta de respeito pelos países de terceiro mundo que, cada vez mais ricos e mais poluídos, vivem para nos dar roupas novas a cada segundo. É uma coisa séria. E triste. E que, possivelmente, cada um de nós pode ajudar a resolver um bocadinho.

Existem cada vez mais alternativas: novas marcas, mais pequenas, a quem conhecemos os rostos e as missões com clareza. Marcas que fabricam respeito por um mundo melhor, por uma moda mais consciente. Muitas delas são até portuguesas, feitas à mão com carinho. Algumas são caras para a maior parte das carteiras. Ou será que a culpa é de já nos termos habituado à velha máxima do consumo ao desbarato? E agora, aceitar que mais vale ter pouco mas bom?

As grandes marcas, entretanto, para se mostrarem preocupadas com o assunto, foram criando “eco friendly labels”, apostando em materiais mais amigos do ambiente. Hipocrisia? Muito se pode discutir sobre isso, mas antes alguma coisa do que nada, certo? Seja ou não por razões estratégicas, é um facto que são opções mais ecológicas a um preço geralmente razoável. Afinal, não era o que todos queríamos?

São muitas questões e, sem dúvida, que estamos neste momento a atravessar um período cinzento: nada é simples, nada é preto ou branco, sim ou não. Vamos agora por tudo o que tínhamos no armário no lixo? Vamos deixar de comprar nessas lojas? Vamos passar só a comprar em lojas de marcas conscientes? Haverá sempre pessoas nos dois lados da barricada, mas a maior parte viaja entre estes dois pólos.

Não podemos simplesmente desperdiçar o que já temos (isso não é muito pior do que comprar tudo novo mais em “bom”?), por isso o melhor será sempre REUTILIZAR. E sempre que isso não seja possível tentar que as novas escolhas sejam mais conscientes, dentro das possibilidades de cada um.

Para saberes mais sobre fases de adaptação a um armário mais consciente, basta enviares as tuas questões para info@healthyproject.pt

Fotos: Google

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